Jorge Ferreira

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Desde muito novo demonstrou interesso pela música e inscreveu-se na Filarmónica local, ainda no tempo da instrução primária. Já tocava alegremente o trompete e harmónica quando é informado pelos pais que tinha de os acompanhar para os EUA deixando atrás cinco irmãos que só mais tarde viriam fazer companhia á família.

A vida na América começa com algumas dificuldades. A escola, o ter de ajudar os pais e a necessidade de trabalhar na agricultura. Tempos difíceis que costuma recordar, mas dentro dele a paixão pela música como que lhe dá incentivo para ultrapassar todas as dificuldades, até porque neste lado do Atlântico se tornava mais fácil arranjar maneira de aprender música.

Começa por se integrar num agrupamento musical e em breve o seu nome circula por toda a parte. Eram os tempos dos serões dançantes nos clubes, salões de igrejas e arraiais. O menino da Bretanha cantava em Inglês e português, e aos poucos a sua voz ganhava tempo e espaço nos serões de milhares de portugueses neste lado do Atlântico. Mas o seu destino estava traçado e uma das primeiras editoras discográficas portuguesas em em Fall River contactam-no para fazer três gravações em português.

Na altura assina um contrato que dura três anos e estava aberto o caminho para novas fronteiras…

Uma nova estrela tinha nascido.

Hoje o nome Jorge Ferreira é conhecido em todo Mundo de expressão portuguesa. Solicitado pelos grandes empresários, comparece nas maiores plateias do Mundo e é reconhecido como um dos mais queridos artistas portugueses da actualidade e aquele que mais saudade deixa por onde quer que passe.

Jorge Ferreira tem anos de percorrer de 16 a 20 países, o que se traduz em meio ano fora do país onde vive e por vezes convidado por autoridades americanas a cantar o hino nacional português nos campeonatos mundiais de futebol, normalmente quando a selecção portuguesa joga nos EUA. Hoje conhecido em Portugal como um dos maiores artistas e compositores da música ligeira e popular portuguesa, com uma estimativa de mais de seis milhões de discos vendidos…. Caso raro na imigração e não só.

A actividade de Jorge Ferreira não se restringe aos espectáculos. O tempo que lhe resta dedica-o ao seu estúdio de gravação equipado com a electrónica mais sofisticada do momento que lhe permite produzir e gravar as suas próprias gravações bem como produzir e gravar as de outros artistas locais e de outros países.

No seu brilhante reportório conta hoje com cerca de 40 discos gravados, destacando-se 30 premiados de disco de ouro, 14 platina, cerca de 600 canções da sua autoria e gravadas por si, assim como também dezenas de canções que fez para nomes como, José Ribeiro, Luís Manuel, Luís Filipe Reis, Tony Carreira e muitos outros locais e de outros países dando também aos mesmos a oportunidade nos seus espectáculos onde começaram suas carreiras.

Já foi nomeado o homem do ano da cidade de Fall River, galardoado no casino Tash Mahall, Atlantic City como embaixador da música portuguesa.

De realçar que foi Jorge Ferreira e Setve Wander os únicos dois artistas a esgotar por completo a arena o Standerd Bank em Johannerbourg South Africa com uma capacidade de 16,000 pessoas e o único artista português convidado para fazer três concertos no Ceasar’s Palace Johannesburg South Africa, galardoado vinte vezes com prémios Lusíadas (AUA Awards).

Galardoado com a chave da Cidade de Toronto, Canada, galardoado como ídolo português pelo governador do estado de Ontário, Canada.

O primeiro artista português a actuar no Civic Center em San Jose, Califórnia.

O primeiro artista português a pisar o Park das Nações Unidas em Caracas, Venezuela.

O primeiro artista português a pisar as grandes arenas de Sidney, Melburne e Perth, Austrália.

Os grandes palcos de Paris, Franca, Londres, Inglaterra, Alemanha, Suíça, Luxemburgo, Bélgica, Portugal Continental, Acores e Madeira, Brasil, Coraçau e S. Barth, Caraíbas, estimando-se em centenas de artistas e grupos musicais de língua portuguesa que cantam e gravam as suas canções.

Do seu repertório destaco: Viva Fall River, Mãe, Mãe Já Partiste, Os Olhos Da Minha Mãe, Carro Preto, Carro Branco, Caminhos Da Califórnia, Era Pouco e Acabou-se, A Chupeta, Como Este Mundo Mudou, Papai, Açoriano De Raiz, Um Velhinho Caminhava, Não Há Gente Como a Gente, A Portuguesa É a Mais Linda, Nos Arraiais, Kumolinho, Tiro Liro A Minha Maneira, Etc…

Casado com Ivone Ferreira, tem duas filhas e um filho, Alison, Elizabeth e Jordan, todos eles com inclinação para a música, pelo que não seria de admirar se um dia os virmos todos juntos num grande espectáculo para os portugueses espalhados pelo Mundo.

Muito mais haveria a dizer deste artista português que um dia deixou a “sua” Bretanha para levar um pouco da nossa cultura através da sua música aos cantos mais distantes da terra.

A sua maneira própria de estar na vida, a sua honestidade e sinceridade fazem dele uma personalidade respeitada e querida por todos.

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